Krenak nos enseña: Ideas para posponer el fin del mundo y una crítica a la modernidad
DOI:
https://doi.org/10.36592/opiniaofilosofica.2026.v17.1336Palabras clave:
Ailton Krenak, Modernidad, Pensamiento Indígena, Crisis CivilizatoriaResumen
El presente ensayo reflexiona sobre la obra Ideas para posponer el fin del mundo, de Ailton Krenak, entendiéndola como una elaboración filosófica indígena que interpela críticamente los fundamentos de la modernidad occidental. Desde un enfoque ensayístico, interpretativo y crítico-reflexivo, anclado en el pensamiento indígena como lugar de enunciación y producción de conocimiento, el texto examina cómo Krenak problematiza nociones centrales del proyecto moderno, tales como humanidad, progreso y la separación entre naturaleza y cultura. Se sostiene que su crítica evidencia los límites ontológicos y epistemológicos de la racionalidad moderna, responsable de sostener formas de explotación, agotamiento y negación de la vida. Más que una denuncia del colapso civilizatorio en curso, la obra de Krenak es comprendida como una pedagogía política que produce aprendizajes posibles para repensar modos de existencia, convivencia y cuidado del mundo, abriendo espacio para imaginar otras formas de habitar la Tierra en un contexto de crisis profunda.
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